Quarta-feira 10 de Março de 2010
FAQ

Credisol

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10/03/2010

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  • Micro Crédito

FAQ

  • Quais as taxas de juros utilizadas? Variam conforme cada cliente?

    As taxas de juros praticadas pela Credisol são competitivas para as operações da espécie comparativamente ao sistema financeiro tradicional. A TBJ – taxa básica de juros - que a Credisol pratica é reavaliada periodicamente, levando-se em conta a Taxa Selic e as condições de mercado (inadimplência, custos, etc.).

  • Quais as linhas de crédito?

    1 - Desconto de recebíveis: desconto de cheques no prazo máximo de 120 dias com limites de crédito aprovado para cada cliente através de um Comitê de Crédito.

    2 - Veículos: financiamento de veiculo automotor (motocicleta, automóvel, etc.) para uso profissional (pedreiros, carpinteiros, cobradores, etc.).

    3 - Computadores: financiamento de computadores pessoais, através de parcerias com diversas revendas.

    4 - Máquinas e equipamentos novos ou usados, necessários para a realização dos pequenos negócios produtivos.

    5 - Reforma e pequena ampliação de casa própria ou das instalações físicas onde está instalado o seu empreendimento.

  • Como é a aprovação cadastral?

    Após o preenchimento da ficha cadastral do cliente e do avalista, procede-se a verificação aos serviços de proteção ao crédito: SPC e Serasa. Caso haja alguma restrição, o processo sofre uma interrupção, comunicando-se ao cliente e/ou aval as restrições caso existam. Se houver como resolver as pendências, tão logo sejam regularizadas, dá-se prosseguimento ao processo.

    No caso de não haver restrição cadastral, o Agente de Crédito efetuará a visita ao empreendimento do cliente e levantará toda a situação da atividade. Neste momento, o Agente preencherá o Levantamento Sócio-Econômico, que dará as informações necessárias para a análise financeira e administrativa do negócio. Após a análise dos dados, o Agente elabora o Parecer Técnico, que será apresentado ao Comitê de Crédito.

    O Comitê de Crédito é formado pelo Diretor Executivo, Gerente Adm/Fin e pelo Agente de Crédito responsável, que analisará todas as informações colhidas. Após discussão no Comitê de Crédito, a solicitação será ou não aprovada. No caso de rejeição, o processo será arquivado.

    Havendo aprovação, o processo será enviado à formalização, onde o contrato será formalizado, juntamente com o cheque no valor do contrato.

    Após a coleta das devidas assinaturas, o cheque será entregue ao tomador do crédito.

  • Como é realizado o cadastro do cliente?

    O cliente é cadastrado através de visita que faz à sede da Credisol ou em algum dos Postos Avançados nas cidades de Sombrio, Araranguá, Içara e Urussanga.

  • Qual o estudo de mercado realizado para instalação da Credisol na região?

    O programa de microcrédito em Santa Catarina iniciou em 1999, através da ação do Badesc, criando ONG's de microcrédito para atendimento aos excluídos do sistema bancário. Todo o estudo e planejamento foi efetuado pelo Badesc - Agência de Fomento de Santa Catarina S/A (ex. Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina).

  • Comente a história da Credisol

    Sob a forma de organização não governamental a Instituição de Crédito Solidário – CREDISOL teve seu processo de constituição iniciado em maio de 1999, através da primeira assembléia geral.

    Este processo foi coordenado pela Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina S/A. - BADESC e contou com a participação de entidades e lideranças das três microrregiões definidas como área de atuação da organização: AMREC - Associação dos Municípios da Região Carbonífera, AMESC - Associação dos Municípios da Região de Araranguá e AMUREL - Associação dos Municípios da Região de Laguna.

    Concluído o processo de aprovação do estatuto social pela assembléia de constituição e os registros necessários, foi inaugurada em dezembro de 1999 a Instituição de Crédito Solidário - CREDISOL, com sede em Criciúma, tendo como objetivo disponibilizar crédito para micros empreendimentos das três micros regiões citadas, localizadas na região sul de Santa Catarina, focando com prioridade os setores formal e informal da economia da região que não tinham acesso aos serviços financeiros disponibilizados pelo sistema financeiro tradicional.

    Com a criação da CASA DO MICROCRÉDITO em Tubarão no mês de junho de 2001 os municípios pertencentes à microrregião da AMUREL - Associação dos Municípios da Região de Laguna passaram a ser atendidos por aquela instituição.

    A CREDISOL, devidamente estruturada, iniciou suas atividades com a estrutura conforme segue abaixo:

    1 - Assembléia Geral;

    2 - Conselho de Administração;

    3 - Conselho Fiscal;

    4 - Diretoria Executiva.

    Dentro de uma concepção pluralista o Conselho Diretor foi composto pelas seguintes entidades:

    1 - Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina S/A - BADESC;

    2 - Serviço de Apoio às Pequenas e Microempresas - SEBRAE/SC;

    3 - Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina - FAMPESC;

    4 - Associação dos Municípios da Região Carbonífera - AMREC;

    5 - Associação dos Municípios da Região de Araranguá - AMESC;

    6 - Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina - UNESC;

    7 - Federação dos trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina - FECESC;

    8 - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC;

    9 - Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina - FACISC;

    10 - Câmara de Diretores Lojistas de Criciúma - CDL.

    A Instituição de Crédito Solidário – CREDISOL, com sede em Criciúma, foi a segunda organização constituída dentro do programa catarinense e hoje, se apresenta como uma das mais sólidas e com atuação diferenciada, buscando sempre conciliar a assistência creditícia com outros fatores que possam contribuir para o desenvolvimento efetivo dos micros e pequenos negócios.

    A CREDISOL operou como organização não governamental até o mês de junho de 2002, quando foi reconhecida pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de acordo com a lei federal número 9.790, de 23 de março de 1.999, dando assim importante passo para a legalização de suas atividades, de acordo com a regulamentação vigente no país para as instituições que operam com microcrédito.

    Com mais de R$ 40 milhões injetados na economia regional desde sua constituição, através de 15.217 operações de crédito a micros empreendedores, a CREDISOL já beneficiou cerca de 25 mil famílias, incluindo a geração de novos postos de trabalho, manutenção dos empregos existentes e beneficiamento dos proprietários dos negócios apoiados, com um valor médio por operação próximo a R$ 3 mil. No mês de julho de 2009 a carteira ativa ultrapassou a R$ 6 milhões, com atendimento a 1.542 clientes ativos.

    Trata-se de relevante contribuição para a resolução dos problemas sociais da região, através da geração de emprego, renda e oportunidade de crescimento para o empreendedorismo com um custo extremamente baixo, sendo constatado que a manutenção e/ou geração de cada posto de trabalho representou pouco mais de R$ 1.000,00 (mil reais) de financiamento.

    Do valor contratado temos uma participação de micros empreendedores do sexo feminino com quase 40% do total da carteira em julho de 2009. Do conjunto de negócios apoiados, cerca de 84% são informais, praticamente excluídos de qualquer possibilidade de acesso a crédito no sistema financeiro tradicional.

    Quanto à finalidade, o crédito para capital fixo predomina com cerca de 46% do total contratado até agora, ficando o capital de giro em segundo plano com aproximadamente 37%, seguido do crédito misto com pouco mais de 17%.

    Os créditos para o setor de serviços participaram com 42% do total contratado, enquanto a indústria e o comercio receberam em torno de 25% cada um.

    O exercício de 2005 pode ser considerado como um marco importante na existência da CREDISOL, pois foi nesse exercício que a mesma consolidou sua posição como uma das maiores organizações que operam com micro finanças no estado de Santa Catarina e na Região Sul, constituída sob a forma de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da lei 9.790 de março de l999.

    O exercício de 2006 marcou o inicio de um novo ciclo de crescimento, tendo como suporte o novo fundo de empréstimo no valor de R$ 3,1 milhões, formado com recurso captado junto ao Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e com recursos próprios, o que proporciona a expectativa de que até 2.010 a organização detenha uma carteira ativa superior a R$ 10 milhões, patrimônio social de R$ 6 milhões e mais de 3.000 clientes ativos.

    A experiência acumulada neste período e a fatia de mercado conquistada são fatores essenciais para que a visão delineada possa se tornar realidade, o que vai configurar uma situação excepcional em termos de participação no mercado, representando em torno de 10% do mercado potencial da área de abrangência.

  • Qual público alvo?

    Micro e pequenos empreendedores formais e informais, que gerem emprego e renda, principalmente familiar. Empreendedores à margem do sistema financeiro tradicional.

    No microcrédito produtivo e orientado, onde o empreendedor recebe a visita do Agente de Crédito, que irá levantar toda a sua necessidade e preencher as planilhas para a análise da solicitação e deliberação (aprovação ou indeferimento, e, se deferido/aprovado, orientação gerencial da atividade financiada).

    Quais as garantias aceitas?

    As garantias são: devedor solidário (aval) e alienação fiduciária.

     Para operações de Capital de Giro (CG) a garantia solicitada é o devedor solidário (aval) de terceiros.

     Para operações de Capital Fixo (CF) a garantia solicitada é o aval e alienação fiduciária quando houver.

     Para operações de Capital Misto (CM), permanece a garantia do aval. O Comitê de Crédito avalia se há necessidade de reforço de garantia.

    Estabelecem limites?

    Os limites de financiamentos do microcrédito são de R$ 200,00 até R$ 20.000,00.

    Para operações de Capital de Giro - compra de matéria-prima ou mercadorias - de R$ 200,00 até R$ 6.000,00 com prazo máximo de até 12 meses.

    Operações de Capital Misto - compra de matéria-prima, mercadorias, máquinas, equipamentos, reforma e ampliação - de R$ 200,00 até R$ 20.000,00 com prazo máximo de até 18 meses.

    Operações de Capital Fixo - ampliação, reforma de instalações ou aquisição de máquinas, equipamentos - de R$ 200,00 até R$ 20.000,00 com prazo máximo de até 36 meses.

    Somente para reforma, ampliação e aquisição de veículos automotores o prazo de até 36 meses.

    Quais os documentos necessários para empréstimo?

    Para atividades informais:

    1 - RG;

    2 - CPF;

    3 - Comprovante de residência.

    4 - Certidão de nascimeno e ou de casamento.

    5 - Comprovnte de outra renda caso tenha.

    6 - Orçamentos (3) dos bens a financiar.

    Para atividades formais:

    1 - Contrato social da empresa;

    2 - CNPJ;

    3 - Comprovante de localização - telefone, energia ou água;

    4 - Documentos do proprietário - se for individual, ou dos sócios - no caso de sociedade.

    (RG, CPF, Comprovante de residência).

    Para o devedor solidário (aval):

    1 - RG;

    2 - CPF;

    3 - Certidão de nascimeno e ou de casamento.

    4 - Comprovante de residência;

    5 - Comprovante de renda.

  • Existe especificação de prazo e taxa para cada linha de crédito?

    Sim. Cada linha de crédito obedece a uma taxa e a prazo específico. Os tipos de operação, prazo e valores foram descritos acima, no item "estabelecem limites?".

  • Quando o cliente se torna inadimplente que medidas são tomadas?

    Temos muitos clientes que avisam que poderão atrasar as prestações e comunicam a provável data de pagamento.

    Para os clientes que se tornam inadimplentes, de início procura-se saber o motivo do atraso. Na conversação agenda-se o pagamento.

    No caso do cliente ficar sem pagar por 30 dias, procede-se o aviso a aval, sobre a condição do contrato.

    Não havendo manifestação do devedor nem do aval, procede-se o registro aos órgãos de proteção ao crédito.

    Após a negativação do tomador e do aval, e permanecendo a situação de inadimplência, o jurídico da instituição é acionado para as devidas providências.

  • Quais os riscos que a Credisol corre?

    São os riscos de qualquer instituição que trabalha com empréstimos em dinheiro. Isto é, o de não receber! A Credisol realiza os procedimentos necessários para a segurança da operação.

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